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Alone in the Dark
Péssimos controles prejudicam game


Por: César Diego Calixto
22/09/2008
 

Alone in the Dark foi um marco na história dos games, já que pela primeira vez deparávamos com o estilo conhecido hoje como Survival Horror, gênero utilizado em games como Resident Evil e Silent Hill. Criado em 1992 pela Infogrames, pertencente à Atari, o game colocava o jogador em uma mansão mal assombrada. O game revolucionou pela utilização de câmeras cinematográficas e cenários 3D bem trabalhados.
Hoje, já no ano de 2008, e depois de diversas continuações, o game ganhou um novo título que foi alardeado pela mídia com muita curiosidade devido a sua qualidade gráfica, projetada para a nova geração de consoles.

História

Logo no início do jogo, assumimos a pele de Edward Carnby. Sofrendo de perda de memória, Carnby é enclausurado em um local desconhecido e, mesmo antes que tenha tempo de perceber o que acontece à sua volta, el consegue escapar devido a uma força maligna desconhecida até então e que vem a ser, futuramente, o pior de seus problemas. No meio de um caos urbano, Carnby precisa fugir e descobrir o que está acontecendo, além de ter que recordar de quem é. Preso e sem memória em Nova York, fica a pergunta de como destruir o devorador de almas e como Central Park pode vir a ser a chave do mistério.

Gráficos

Um dos pontos fortes do game é o desenvolvimento gráfico do jogo, que transmite o clima caótico que o jogador enfrenta. Porém, com a atual geração de games recebendo títulos como Bioshock, Call of Duty 4 entre outros, fica difícil definir o visual como sublime, afinal, um polimento maior em alguns momentos poderia ter feito bem mais ao jogo. Como a principal arma do personagem é o fogo, estes pequenos detalhes acabam sendo notados com facilidade, além dos momentos "gore" do game não serem trabalhados de forma correta. Nada tão prejudicial, mas que interferem bastante na promessa que o jogo fazia antes de seu lançamento.

Som

A trilha sonora cumpre bem o seu papel, transmitindo a tensão nos momentos certos. Logo no começo do jogo somos obrigados a fugir pela lateral de um prédio. Neste ponto o efeito sonoro é aplicado de forma inteligente, já que transmite o som urbano sem abandonar o clima de suspense. O contra fica em relação à dublagem, já que o personagem principal parece não demonstrar emoção ou empolgação alguma, principalmente ao confrontar seu inimigo.

Jogabilidade

Este é o momento que percebemos que o game foi entregue às pressas. Os controles horríveis prejudicam todo o desenrolar, já que uma resposta mais precisa poderia desencadear batalhas épicas no decorrer da história. Ótimas idéias são apresentadas, infelizmente todas sofrem devido à má utilização dos comandos. Por exemplo, nunca foi tão difícil enfrentar um "morto-vivo" já que o mesmo botão é utilizado para diversas funções inclusive bater. Pelo menos a criatividade é válida, já que a combinação de itens possibilita criações únicas: como os inimigos só morrem com fogo, cubra as balas da arma com bebida e atire balas flamejantes. Outro detalhe criativo no game são os itens de reposição de energia. Ao invés de apenas usarmos um comprimido e tudo ficar ok, precisamos curar nossas feridas usando spray nos machucados e até protegendo os mesmos com ataduras.

Infelizmente tudo poderia ter sido uma ótima sacada, mas como dito anteriormente é prejudicado pelos controles, lembrando que na versão analisada utilizamos tanto da combinação teclado mouse, quanto o controle do Xbox 360. No final não soube dizer qual era o pior de tão degradante é o manuseio do personagem, incluindo alguns bugs corriqueiros como saltos mal planejados e enrosco em determinadas partes da tela.

Diversão

Por ter um controle irritante, o game acaba se tornando enjoativo em pouco tempo. Nem mesmo a possibilidade de se escolher qual o momento do jogo você gostaria de começar, já que os menus funcionam como um filme em DVD salva este título. Talvez se a produtora tivesse se preocupado mais em zelar por uma jogabilidade melhor e dado um polimento maior no game, o título poderia se tornar um dos melhores do gênero. Infelizmente a menor preocupação em relação ao game foi o que acabou se tornando o maior problema do jogo. Esperamos que num título futuro, certas falhas sejam reavaliadas a ponto de evitarmos que um belo título se torne algo dispensável.

 
 
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Jogabilidade
6
Diversão
6
Gráficos
8
Som
7
Média
6,75
 
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