Graficamente, Prey é mais bonito que
DOOM 3 e muito semelhante à Quake 4. O ambiente alienígena lembra muito Q4, inclusive os soldados e os seres gosmentos que habitam a nave. Até mesmo as experiências com humanos lembra o jogo da
Id Software. Até este ponto, nenhuma novidade. O grande atrativo fica por conta das armas, o modo de espírito e os caminhos gravitacionais, que permitem que o personagem ande, literalmente, pelas paredes.
A demo apresenta as primeiras quatro armas das sete que o game completo terá. São elas: a chave inglesa, uma metralhadora alienígena (que também funciona como rifle), um alien explosivo (chamado crawler) e a Leech Gun, arma que suga um tipo de tiro de um dispositivo encontrado pelo caminho. Há dois tipos de tiro: um de fogo e outro de gelo, que congela o inimigo. Só é possível usar um tipo de tiro de cada vez.
O modo de espírito permite que você saia do seu corpo e passe por lugares fora do seu alcance e resolva quebra-cabeças, além de distrair e/ou atacar os inimigos. Trata-se de uma magia indígena ensinada por seu avô. O espectro de sua águia, que morreu há anos atrás, lhe fará companhia nesta jornada, orientando-o por caminhos ocultos e dando pistas de como prosseguir no game, além de ajudar no ataque contra os inimigos.
Os caminhos gravitacionais de Prey inovam o gênero FPS, com cenários que possuem vários lados para vasculhar. O interessante aqui é o re-aproveitamento do design de fases, que além de desafiar sua mente para atingir o local certo para prosseguir, permite confrontar os inimigos de cabeça para baixo. Porém, uma vez andando neste caminho gravitacional, se pular você cai. No multiplayer, esta gravidade funciona muito bem e promove diversão de forma nunca experimentada antes.
Outro atrativo de Prey são os portais, em forma de passagem comum e outra em forma de caixa espelhada, que leva-o para outras áreas, algumas secretas e outras completamente alteradas pela gravidade. Há também portais que reduzem o seu tamanho. Isso pode soar estranho, mas só jogando pra ver como funciona. A trilha e os efeitos sonoros são excelentes, com participação integral do personagem comentando os acontecimentos durante o game. Isto é algo que faz falta em muitos games do gênero, em que o protagonista é mudo. Tommy é expressivo e coloca o jogador com facilidade no clima do game.
Após curtir a demo nos dois modos de jogo, posso afirmar que Prey promete ser um jogaço. Com lançamento previsto para o dia 10 de julho, nos EUA, só nos resta rezar para que o game seja lançado também por aqui. Confira nossas imagens exclusivas tiradas da demo.